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terça-feira, 30 de agosto de 2011
quarta-feira, 24 de agosto de 2011
Poesia/ Metade
Desde do dia da minha loucura
Fiquei um tanto ambígua,
Meio incógnita,
Indecifrável,
Metafórica.
Encontrei outra identidade dentro de mim.
Inacessível às pessoas de bem.
Falava a língua dos anjos
Ou do diabo,
Dependendo da interpretação.
Depois, fiz uma fusão dos meus dois “eus”
Agora, tento me descodificar.
Encontrar lógica,
Fórmulas a solucionar
Quem é quem de mim,
Mas sinto falta de um pitada de insanidade.
De não saber ser absoluta.
O amor me exige um toque de bom senso.
Fico ,então, tentando me scaniar.
Ver se me encontro inteira.
E me vejo em duas partes:
Metade razão,
Metade delírio.
E assim sigo a reta exata
De um caminho sem chão.
Admiro o brilho do luar,
Quando ainda é dia,
Entrego–me a um grande amor
Sem garantias!
Luana Barcelos Dantas
sábado, 20 de agosto de 2011
Poesia/A espera
A ESPERA
Vagarosas horas,
Translúcidos pensamentos.
Alma itinerante sempre a buscar.
Sou filha das fortes ondas
Que se quebram no ar
Levanto-me novamente,
Retomo-me.
Sigo o mesmo ciclo.
Bravura do mar,
Viro mansidão do oceano.
Sou toque de uma corneta,
E a doçura do violino.
A imaginação me ocupa vasto espaço.
Meu mundo se resume em sorrisos.
Poucas amizades e bons livros.
Sou vacinada contra hipocrisia.
Sou malcriada se me tocam a ferida.
Abençôo o traidor.
Somos todos Judas de nós mesmos.
Matamos genuínas intenções.
Mutilamos nossa crença no amanhã.
Como cinzas jogadas ao vento,
Formamos humos na terra.
Renascemos, ainda,
Infiltrados por um tímida esperança.
O amor nos engrandece
A impotência nos diminui.
Só podemos controlar nosso pensar.
E deste, por vezes, perdemos o controle.
Esperar é acreditar numa hipótese.
E se ela me doura os olhos,
Mata minha sede e colori os meus dias,
Eu me assento na cadeira de balanço.
Espero, então, pelo que eu não sei se virá.
Talvez, venha quando eu já não esperar.
Luana Barcelos
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