Neste recanto manso
Minha alma dorme
Um fonte a se acalmar na
lagoa
Rio a desaguar no mar.
Neste sereno, solto,
Da madrugada, sonho
Neste seio, mãe Terra
Vaga infinita claridade
acesa
Que se cumpra a missão das
tempestades
Dos vulcões que se
precipitam
Que explodam os canhões
As bombas e dinamites a
derramar sangue
E que tudo perece por um
instante
A morte tardia ou breve da
jovem
A fome e o deserto calando
com noite
Pois a chama da vela ainda
que, apenas, faísca
Há de eternizar a vida de
quem ama!
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Luana Barcelos Dantas


